FACEBOOK

Pessoal!!!

Achei melhor criar uma página no face, onde todos podem postar suas fotos e suas experiências. Recebo muitos emails com as experiencias, mas não tenho mais tempo para postar aqui. Lá no face vai ser legal porque cada um pode postar a foto e contar seu relato.
Na forma de página, fica mais discreto pois somente quem estiver adicionado como amigo de "Os Pés", poderá ver as fotos e o que está escrito.
Quem tiver vergonha de se identificar, poderá continuar me mandando emails (ospesfacebook@gmail.com) que posto la.

Entrem e participem! Sejam bem vindos!!

https://www.facebook.com/ospes.cirurgias
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Outro relato de uma leitora e suas fotos

O Relato:
Durante muito tempo sofri com dor por causa do meu joanete, mas sempre adiei a idéia de fazer a cirurgia pq eu sempre li na Internet que a dor e o pós-operatório essa horríveis. Mas cheguei ao ponto que eu não conseguiria mais adiar pq andar se tornou uma tarefa muito difícil, então se normalmente eu já sentia dor, decidi enfrentar meus medos e me submeter a uma cirurgia para correção do meu problema.
Minha operação ocorreu em Janeiro de 2011 no Pronto Socorro das Fraturas em João Pessoa-PB e o cirurgião foi o Dr. Renato Queiroz. A cirurgia durou 1h30min, a anestesia foi raquiana com sedação. Eu tive que ficar de jejum por algumas horas, mas como a minha operação foi às 14:30, eu pude tomar um café da manhã leve sem problema. Cheguei ao Pronto Socorro pela manhã, quando se aproximou do horário da cirurgia, a enfermeira trouxe uma roupa esterilizada para q eu a vestisse e fosse levada de maca, para a sala de cirurgia. Chegando lá, fios foram colocados no meu corpo para monitorar os meus batimentos e o anestesista me deu a sedação. Depois disso, eu só me lembro de acordar, após a cirurgia, no quarto do hospital.
Ao acordar notei que foi feita uma imobilização com gaze e algodão no meu pé e minha perna, a imobilização estendia-se até o meu joelho. A enfermeira colocou 2 travesseiros para manter o meu pé alto. Fiquei tomando soro e vários medicamentos na veia por 2 dias. Por precaução e para evitar que eu pudesse sentir dor em casa, o médico preferiu me manter no hospital em observação por 2 dias.
Fiquei sem poder colocar o pé no chão por uma semana, e quando eu sentava, precisava manter minha perna erguida, durante esse período eu usei uma cadeira de rodas para manter minha perna esquerda sempre para cima. Eu usava dois banquinhos para tomar banho, eu sentava em um e apoiava minha perna no outro, pq mesmo protegendo o curativo com um saco, a água acabava escorrendo para dentro e molhando a gaze. Como os moveis da minha casa não possibilitavam que eu me locomovesse livremente com a cadeira de rodas, fiquei em meu quarto durante 7 dias.
Após essa primeira semana, fui ao médico novamente para trocar o tipo de imobilização, agora, apenas a parte frontal do pé seria imobilizada com gesso, deixando o meu calcanhar livre para que eu pudesse pisar no chão. Eu passei a usar uma sandália que tinha um solado grosso e era fechada por duas tiras com velcro. É importante para quem tem ou teve joanete, usar calçados cujos solados são duros, usar sapatos flexíveis pode agravar ainda mais o nosso problema. Confesso que logo que coloquei o pé no chão, isso gerou certo desconforto e incomodo no meu calcanhar pq eu havia ficado muitos dias sem colocar nenhuma pressão no pé. Mas com o passar do tempo, fui me adaptando a pisar de novo no chão e comecei a locomover-me apoiada em 2 muletas.
O método usado fazer a cirurgia foi o de Giannini, há vários sites na Internet que falam desse método, muitos têm imagens que mostram as fotos de uma cirurgia em detalhes. Para não assustar ninguém com as imagens, acho q o link abaixo é interessante, pq explica o método de Giannini, mas mostra apenas a imagem de um raio-X do pé antes e após a cirurgia. O único probleminha é q a explicação é toda em inglês.

http://www.orthosupersite.com/view.aspx?rid=18697

O procedimento basicamente é cortar o osso e depois colocá-lo no ângulo certo, um fio de metal é inserido no osso do pé, para que ele consolide no ângulo correto. Apesar de ser feia de ver, a haste metálica não causa dor alguma, eu nunca senti nenhum tipo de dor por causa da cirurgia que fiz. O corte no pé, foi pequeno, apenas 6 pontos.
Fiquei com a nova imobilização de gesso por 4 semanas, depois desse período o fio metálico e os pontos foram removidos do meu pé. Eu pensava que iria doer quando o médico fosse retirar o fio de metal, mas a remoção foi totalmente indolor. Depois disso, Dr. Renato prescreveu 10 sessões de fisioterapia. Eu fiz fisioterapia por 2 semanas seguidas, todos os dias. A fisioterapia visava devolver os movimentos aos meus dedos, já que perde-se parte da flexibilidade por causa da cirurgia. Fui ganhando flexibilidade aos poucos e após as 10 sessões, eu já havia melhorado muito. Hoje faz 3 meses, que eu fiz a cirurgia de joanete e durante muito tempo tive medo de me submeter a essa operação, mas tudo ocorreu de maneira tranqüila e eu estou muito feliz e sem dor agora.
A quem tem medo, o que eu poderia dizer é que vcs devem procurar um médico competente para fazer essa cirurgia, ter confiança no médico é fundamental para diminuir o medo. Graças a Deus, minha cirurgia foi um sucesso.
Espero ter ajudado a tirar algumas dúvidas de quem sofre com joanete e está pensando em fazer a operação. Coragem!
Seguem as fotos:



Antes

Pós cirúrgia

Retirada do fio

Com o gesso

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Relato de outra leitora, contribuindo com sua experiência!

Email que recebi da leitora:
Boa noite!
Já deixei um comentário no blog mas gostaria de deixar o relato completo da minha cirurgia. O teu blog ajudou-me imenso enquanto fazia a pesquisa para decidir se operava ou não os pés. Ler os relatos de pessoas que realmente passaram pela cirurgia e recuperação é melhor que todo e qualquer tratado de ortopedia e contribuiu em muito para que eu fosse para a clínica num total estado de tranquilidade, eu, que sou a ansiedade em pessoa!



Relato:
Tenho joanetes desde que me lembro de ser gente. Tenho fotos minhas com 3 anos em que já se notava uma "batatinha" nos pés. No meu caso é hereditário. Toda a família directa do meu pai tem joanetes, os meus primos direitos também têm e alguns primos em 2º grau também foram "agraciados" com estas "dádivas da natureza".
Como sempre tive um estilo mais alternativo e rockeiro, sempre usei calçado raso e largo (ténis, botas com biqueira de aço, chinelas) e por isso nunca senti os pés apertados ou doridos. Faço ski desde pequena e aí sim, quando calçava as botas os pés ressentiam-se, mas como era só uma semana por ano, a coisa era suportável.
No entanto, de há uns 5 anos para cá a coisa começou a piorar. Comecei a não suportar qualquer tipo de calçado fechado. Nem ténis, nem botas rasas e redondas, nada mesmo. Só andava bem no verão, com havaianas e sandálias abertas, que deixassem o pé à vontade. Mesmo que tivessem salto não me magoavam, desde que fossem abertas. Fui deixando andar, operar nem me passava pela cabeça, ouvi relatos pavorosos sobre a cirurgia e a recuperação e houve mesmo um cirurgião que não insistiu muito para que eu fizesse a cirurgia, embora me dissesse que era a minha única opção.
Como deixei andar, o pé deformou de tal maneira que o nervo ficou comprimido e fiz um neuroma de Morton. Essas dores eram quase insuportáveis, tinha que me descalçar onde quer que estivesse e o ski deixou de ser um prazer e passou a ser uma tortura.

Este ano, quando terminou o verão e eu tive que voltar a usar sapatos fechados decidi que não ia continuar a sofrer dessa maneira quando havia forma de resolver a questão. Assim, em Outubro marquei consulta num cirurgião ortopedista e fui ouvir o que já sabia: que o meu caso era para operar. Marquei exames para localizar o neuroma para que o médico pudesse tratá-lo e quando recebi os resultados fui marcar a cirurgia. Fiz uma osteotomia de Chevron e uma infiltração com prednisolona para reduzir o neuroma. Não levei parafusos, o médico estabilizou o corte com a própria cápsula da articulação.
No dia da cirurgia, dia 30 de Novembro de 2010, fui para clínica de manhã, em jejum desde o jantar do dia anterior. Estava bastante calma, o que achei estranho pois sou muito ansiosa por natureza. Fiz o internamento, tomei banho com um produto que a enfermeira me deu (devia ser um desinfectante) e vesti a bata. Fiz electrocardiograma, análises e puseram-me a soro. O médico veio ver-me perto das 14h, falámos um pouco, confirmámos qual o pé a ser operado e 2 horas depois levaram-me para o bloco operatório.
Tinha falado em fazer raquianestesia mas a médica anestesista não concordou e por isso fiz anestesia geral muito levezinha, com máscara laríngea (não fui entubada). Acordei 1 hora depois de ter "apagado", estava a entrar no quarto. A cirurgia demorou 45 minutos e correu tudo bem. O médico passou no quarto para ver como é que eu estava, mandou-me mexer os dedos (coisa que fiz sem dificuldade) e foi embora. Passadas 2 horas começaram as dores; durante meia hora arrependi-me de me ter metido naquela situação mas acho que ainda estava com o raciocínio toldado pela anestesia. Chamei a enfermeira, que me deu Nolotil, e até hoje, passados 3 meses, não voltei a tomar nada para as dores. Não dormi nada durante a noite mas também não voltei a ter dores. No dia seguinte o médico foi ver-me; mandou mexer novamente os dedos, fui fazer uma radiografia para confirmar se estava tudo bem e mandou-me para casa.
Lá saí da clínica pelo meu próprio pé, com a sandália de Barouk. Tomei antibiótico durante 7 dias e fiz injecções de heparina durante 6 dias (para prevenir tromboflebites). De resto não tomei mais nada, nem anti-inflamatórios nem analgésicos. Fiz muito gelo, pé sempre ao alto, só me levantava para ir à casa de banho e para comer. Tomava banho com um saco no pé, para não molhar a sandália nem as ligaduras. Mudei o penso ao 4º e ao 10º dias. Ao 14º dia fui tirar os pontos. Entretanto comecei a usar canadianas porque fiz uma distensão dos gémeos por andar sempre apoiada no calcanhar. Isso foi o pior da recuperação, as dores foram bem más a ponto de não conseguir dormir. Aconselho a usar sempre Barouk E canadianas.
Um mês depois voltei à consulta. Fiz nova radiografia; continuava tudo bem, apesar de o pé estar um pouco "preso" de movimentos. Tive "alta" do Barouk e comecei a pôr o pé no chão, com cuidado e sem exagerar muito. Fiquei de baixa mais 15 dias e, 2 meses depois da cirurgia, voltei a trabalhar. Ainda não consigo usar calçado sem ser Crocs, como são muito largas o pé está à vontade e consigo andar sem dores. Como aqui em Portugal é Inverno tenho que andar de sapatos fechados e isso é um pouco complicado, mas com este calçado consigo andar sem grandes problemas. Faz hoje um mês que voltei a trabalhar e a conduzir e, embora de vez em quando tenha algumas dores, não são nada comparadas com as dores que tenho no joanete do pé direito.

Estou ansiosa para operar o pé direito mas se calhar só o farei no final do ano ou no princípio do próximo. Embora para a recuperação seja melhor fazer a cirurgia no verão por causa do calçado fechado, acho que vou optar por fazer a outra cirurgia também no inverno. Psicologicamente foi muito complicado para mim ficar 1 mês e meio em casa e estava frio e neve e chuva, imagina no verão!! Fico maluquinha, de certeza! De qualquer maneira, foi uma experiência positiva, o meu pé ficou lindo e quero muito muito muito operar o outro. Não pela parte estética, que a mim nunca me incomodou, mas pelo alívio de não ter dores no pé e poder calçar botas e ténis sem sentir desconforto.

Espero que o meu testemunho possa ajudar os indecisos a decidirem-se.
Seguem as fotos:

Antes - Novembro 2010

Depois - Janeiro 2011

Depois - Fevereiro 2011

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Relato de mais uma leitora, contribuindo com sua experiência!

Depoimento

Olá! Eu fiz a cirurgia no tendão do 2° e 4° dedos, que como podem ver, ficavam em cima dos outros, e no osso do dedão que empurrava os demais. Decidi fazer nos 2 pés, apesar de todos dizerem o contrário. A cirurgia foi bem tranqüila, aplicaram uma injeção para dormir, portanto não me lembro de muita coisa, nem sei dizer se a anestesia dói. Na recuperação, não senti náuseas, dor de cabeça nem tive retenção de urina (sintomas que o anestesista informou que poderia vir a ter). No dia seguinte voltei para casa e os primeiros dias foram um tanto quanto difíceis. Sentia dores (mas eram suportáveis) e não conseguia por os calcanhares no chão, portanto dependia de alguém para tudo, não conseguia nem ir ao banheiro (nos primeiros dias usei a “cumadre” depois a cadeira de banho). Além disso, meu estômago estava péssimo por conta do antiinflamatório (apesar de tomar Omeprazol). Neste período fiquei preocupada pois achei que a recuperação iria ser mais difícil e demorada do que imaginei. Depois percebi que parte do meu mal estar era pq passava muito tempo na cama, então comecei a me esforçar para me locomover na cadeira de rodas e tentar me distrair mais. No 5° dia em casa já me sentia ótima, porém ainda não andava. Trocava o curativo 1 vez na semana. Comecei a andar no calcanhar após 20 dias da cirurgia, tive um pouco de dificuldade porque a minha perna estava fraca, mas com treino melhorou. Tirei os pontos depois de 15 dias da cirurgia e os fios de kirschner (que fixava o osso do dedão) depois de 30 dias. Após os 30 dias comecei a andar, sentia uns “choquinhos” e um pouco de dor, também inchava bastante. Hoje faz 41 dias e estou andando bem melhor, tanto que o médico não receitou fisioterapia. O importante é que valeu a pena!









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Voltei

Olá pessoal!

Quero pedir desculpas pela minha ausência.
Tenho muitas experiências que recebi por email, para postar aqui.
Por motivos pessoais estou tirando algumas fotos dos meus pés do blog, mas enviarei por email para quem me pedir.

Um forte abraço!
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Informações técnicas sobre Joanete

Joanete é isto: Causa de muitas discussões em mesas redondas de congressos até hoje. Técnicas novas. Técnicas velhas que voltam. Poucas unanimidades de conduta, temos de confessar, neste verdadeiro “balaio” de tratamentos corretivos. São mais de cem técnicas cirúrgicas descritas.

Acredito que a imensa maioria dos especialistas de pé e tornozelo necessitam de uma boa curva de aprendizado para tratar o joanete, bem como um pouco bom senso para escolha da melhor opção de tratamento. Na verdade, o bom senso na vida serve pra tudo, mas nestes casos em especial dos Halux Valgus( nome correto “da” ou “do” joanete ) o bom senso entra na jogada, e desde o início, na relação do paciente com seu ortopedista no consultório. Precisamos levar em conta diversos aspectos na condução deste problema. Aspectos sociais, de ordem psicológica e anseios do próprio paciente em relação ao procedimento, bem como a presença ou não de doenças associadas.
Cuidadosa avaliação do estado neurovascular do próprio pé deve ser feita.

Deve-se ter em mente sempre orientação todo o pós operatório doloroso. Todas as possíveis intercorrências devem ficar claras para o paciente. As cartas devem ser postas na mesa. Pra resumir é sempre bom finalizar: “…depois de toda a minha explicação, deixo a decisão de operar ou não com a senhora. Fique à vontade para procurar uma segunda opinião. ..Insegurança, talvez pra alguns. Eu prefiro chamar de bom senso.

Joanete é isto: Causa de muitas discussões em mesas redondas de congressos até hoje. Técnicas novas. Técnicas velhas que voltam. Poucas unanimidades de conduta, temos de confessar, neste verdadeiro “balaio” de tratamentos corretivos. São mais de cem técnicas cirúrgicas descritas.

Acredito que a imensa maioria dos especialistas de pé e tornozelo necessitam de uma boa curva de aprendizado para tratar o joanete, bem como um pouco bom senso para escolha da melhor opção de tratamento. Na verdade, o bom senso na vida serve pra tudo, mas nestes casos em especial dos Halux Valgus( nome correto “da” ou “do” joanete ) o bom senso entra na jogada, e desde o início, na relação do paciente com seu ortopedista no consultório. Precisamos levar em conta diversos aspectos na condução deste problema. Aspectos sociais, de ordem psicológica e anseios do próprio paciente em relação ao procedimento, bem como a presença ou não de doenças associadas.
Cuidadosa avaliação do estado neurovascular do próprio pé deve ser feita.

Deve-se ter em mente sempre orientação todo o pós operatório doloroso. Todas as possíveis intercorrências devem ficar claras para o paciente. As cartas devem ser postas na mesa. Pra resumir é sempre bom finalizar: “…depois de toda a minha explicação, deixo a decisão de operar ou não com a senhora. Fique à vontade para procurar uma segunda opinião. ..Insegurança, talvez pra alguns. Eu prefiro chamar de bom senso.
O termo joanete pode ser usado pra cistos, bursites e até para as proeminências de artrose na área do 1º raio da região da articulação metatarsofalangeana, mas halux valgus, por definição, é toda aquela patologia desta região em que existe lateralização do grande dedo com desvio medial de primeiro “meta”.

A anatomia da região é especial, principalmente em virtude da presença dos sesamóides, abaixo da cabeça metatarsiana. Ele fortalece a função dos flexores curtos. Para os leigos, é como se fosse duas patelinhas – “rótulas”- embaixo daquela região. Temos que levar em consideração esta anatomia diferenciada pra entender a patologia. Alguns pontos devem ficar:o equilíbrio da articulação é fundamental.

Seja por essas ou por outras estruturas como a forte placa plantar ou o complexo ligamentar sesamóide-falangeano ou o antagonismo entre adutor e abdutor ou pela inclinação fisiológica da própria junta. Qualquer alteração que haja dentro deste equilíbrio aí tudo se inverte.

A harmonia quebrada uma vez e a deformidade se torna progressiva. Praticamente todas as estruturas tendem a colaborar positivamente para progresso da patologia. Seja por contratura pura e simples como a cápsula lateral, seja por força deformante direta como ação do adutor. Um exemplo interesante é o do abdutor do hálux. Um R1 poderia perguntar espertamente sem ter estudado, como sempre, sabendo o mínimo de anatomia: “doutor, você não quis dizer adutor?”. “Não, eminente protótipo de osteoblasto”, seria minha resposta. Com a progressão da deformidade, o músculo abdutor passa pra baixo da articulação e passa a funcionar, por mudança de eixo, como pronador – rotador.

O hálux valgus é mais freqüente em mulheres na proporção de 3/1. Existem relatos até de 15/1. Sua idade de início é por volta da terceira década. É bilateral em quase 80% dos casos. Sintomático em 40%. O mais interessante aí é a idade média da correção cirúrgica não bate exatamente com o início do desenvolvimento da patologia.

Trata-se de uma doença do calçador, ou seja, de quem usa calçados. É bastante doloroso nestas situações. Pode haver em cerca de 40% dos casos transferência da carga, com hiperqueratoses dolorosas, para as áreas das cabeças do 2º e 3º metatarsianos. Esta é a apresentação do típico joanete.

É demonstrada a raridade da patologia entre os japoneses, pelo uso comum por lá da “tabi sandal”. Como nada é matemático na medicina, existem aqueles casos das famosas tribos africanas descalças que desenvolvem a doença. Eu diria que é a carga genética funcionando. Estes casos são geralmente assintomáticos.

Cerca de 80% dos casos de HV têm genética no meio. É comprovado. Em resumo: se você é mulher, tem por volta de trinta anos, sua mãe tem “joanete”, sua vó também, então seria melhor ter nascido no Japão. É muito provável que você, sendo uma “calçadora”ocidental moderna vá desenvolver o joanete.

Ele também pode ser distal, chamado de hálux interfalângico. O tratamento é mais simples, se isolado.

Pode ser juvenil e progressivo. Chamado de Hallux Valgus Juvenil e atribuído por alguns à hipermoblididade e inclinação medial da articulação cunha-metatarasiano. Um dos poucos casos de consideração estética que levo em conta, em virtude de efeitos psicológicos para a paciente jovem que a dificuldade de calçar sapatos pode trazer.

Diversos fatores devem ser considerados para se indicar aquele ou este tratamento.
De uma maneira geral algumas sugestões abertas pra discussão:

- o tratamento conservador com órtese, orientação de calçados,fisioterapia pode auxiliar no alívio dos sintomas nos casos mais leves;

- os casos estéticos não devem ser operados. As pacientes devem ser “convencidas” do contrário. Faço isto regularmente e óbvio, não tenho complicações;

- as órteses não curam o joanete. Aproveito aqui pra dizer que não existe tratamento corretivo que não o cirúrgico pro HV. Alguns autores, em casos de halux valgus juvenil o uso de órteses demonstrou redução do quadro em até 50% dos casos. As lojas de material ortopédico podem me xingar agora. A órtese de Baruk pode ser usada para o pós-op;

- a exostectomia (remoção da eminência medial), com capsulotomia e tenotomia lateral é comumente realizada de forma combinada com osteotomias proximais. O que vai variar é a escolha do corte do metatarsiano. Cunha de adição, subtração ou cupuliforme? A experiência do cirurgião vai falar mais alto;

- as osteotomias distais isoladamentes são usadas nos casos mais leves, com ângulos metatarsofalangeanos e intermetatarsianos menores que 30 e 13 graus respectivamente;

- devem ser consideradas mensurações radiológicas junto a outros fatores como presença de recidiva e experiência profissional para escolha do melhor procedimento;

- deve-se levar em consideração a congruência ou não da articulação metatarsofalangeana, presença de artrose ou varismo importante da art. tarso-metatáriscia na decisão operatória. É sabido que a osteotomia de chevron, que voltou a ser bastante utilizada, não deve ser usada nos casos de subluxação MTTF ou nos casos mais graves;

- deve-se lembrar da irrigação distal do metatarsiano e cuidado reforçado na utilização de técnicas de osteotomia distais.

Fonte: http://charlesbigfoot.wordpress.com/2007/11/25/joanete/
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Continuação da experiência da leitora 2 - Layla

Olá,

A cirurgia foi há 20 dias e já faz quase 1 semana que tirei os pontos e comecei a voltar à ativa.

O médico pediu para andar a barouk, no começo doeu mas agora não sinto dor apesar de ser bastante desconfortavel pisar só com o calcanhar.
Comecei a fazer fisioterapia, achei que ia doer mas é bem gostoso o alongamento e a massagem.

Voltei a trabalhar no escritório e mesmo deixando o pé apoiado numa cadeira no fim do dia fica inchado, bem mais do que quando estava quieta em casa. A fisioterapeuta disse que o inchaço só desaparece quando a pessoa volta a pisar com o pé inteiro, ou seja, ainda tenho 25 dias de pé gordinho pela frente.

Estou passando hirodoid pra cor voltar ao normal (a pele está avermelhada onde ficou enfaixado) mas não parece que ajuda muito. Quando lembro coloco a compressa de gelo. Não tomo mais remédios desde a 2ª semana depois da cirurgia.

O corte ainda está um pouco feio e a sola do pé descama um pouco. Estou passando óleo de rosa mosqueta em volta do corte.

Uso a muleta só as vezes, confesso que essa vida de deficiente físico não é agradável. Mas estou bem feliz por ter feito a tão sonhada cirurgia. Coragem meninas!!!

Beijos,

Layla
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Continuação da experiência da leitora - Layla


Olá,

Hoje fui na 2ª consulta pós operatória, faz 14 dias que operei o pé esquerdo. Tirei os pontos, doeu um pouquinho e ficou ardendo um tempo depois.

Vejam na foto que o pé está bem bonito, apesar de ainda um pouco inchado e levemente roxo. Nos cortes ficou uma casquinha e já posso lavar o pé! O médico recomendou passar algum hidratante na cicatriz, vou usar óleo de rosa mosqueta.

O médico enfaixou de novo para deixar o dedão no lugar pois demora uns 30 dias pra calcificar. Depois do banho preciso enfaixar de novo ou usar um espaçador.

Vou começar as sessões de fisiterapia para ganhar mobilidade no dedão e voltar a pisar com sandália de barouk. É importante mexer os músculos para circulação voltar ao normal.

Posso retomar a vida aos poucos, colocando o pé pra baixo enquanto for confortável.

Não sinto dor, só as vezes dá umas fisgadas e a cicatriz coça. Posso dizer que estou muito satisfeita!!!

Abraços,

Layla
(mandapralayla@gmail.com)
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Como enfrentar e conviver com o joanete (tratamento conservador, sem cirurgia)

Um problema muito comum nos pés é o hálux valgo, mais conhecido como joanete, que aparece relacionado ou não à atividade esportiva. Porém, alguns fatores podem aumentar a predisposição do atleta à essa alteração, o que pode comprometer a performance na corrida. Uma maior freqüência dessa deformidade entre os corredores está relacionada à participação crescente em atividades esportivas, principalmente de pessoas com mais de 40 anos, o que resulta num aumento considerável do número de lesões ligadas ao joanete.

O tratamento mais divulgado para o joanete é a cirurgia, contudo, como fisioterapeutas, além de informar o que é e porque acontece, vamos focar nesta matéria a possibilidade de um tratamento conservador, pouco explorado no meio ortopédico.

O hálux valgo é um desvio lateral do dedão do pé com o desvio medial do primeiro osso do metatarso (osso longo do "peito" do pé). Essa deformidade pode progredir para uma subluxação da articulação metatarsofalangeana, ou seja, resulta na perda do contato articular desses dois ossos que sofrem o desvio.

Muitas causas possíveis. O joanete ocorre quase que exclusivamente nas sociedades que usam sapato, o que historicamente é evidenciado com um grande aumento na incidência dessa doença após a Segunda Guerra Mundial, quando foram introduzidos modelos de sapatos mais modernos, principalmente com bicos mais finos. Isso também explica a alta prevalência de joanetes em mulheres entre quarenta e sessenta anos.

Apesar do uso de sapatos inapropriados parecer ser a principal causa, fatores intrínsecos têm um papel muito importante na formação do joanete. As principais alterações músculo esqueléticas que causam essa deformidade são: pé plano, pé pronador, contratura (tensão exagerada) do tendão de Aquiles, frouxidão ligamentar, genu valgo (joelho em "x") e hereditariedade.

Exame físico. A principal queixa do atleta com joanete é dor na articulação metatarsofalangeana do dedão, que é a articulação do dedão com o pé. Com a alteração do alinhamento ósseo, forma-se uma bursa (bolsa de líquido) na lateral dessa articulação, que facilmente se inflama. Essa bursa sofre irritação e inflamação devido ao trauma direto e a pressão repetitiva decorrente da corrida e do uso de sapato estreito. A pressão exercida pelo sapato pode causar o pinçamento do nervo do dedão, resultando em dor e adormecimento. O adormecimento é muito comum em corredores e pode envolver todos os dedos do pé.

O exame físico deve ser realizado com o atleta sentado e em pé, já que ao colocar o peso do corpo sobre o pé a deformidade, tanto do dedão como qualquer outra alteração biomecânica (de alinhamento), será acentuada. O exame minucioso da musculatura do pé e dos nervos dessa região deve ser realizado.

Em corredores é importante observar a caminhada e a corrida. A observação detalhada da caminhada e corrida na esteira pode revelar alterações mecânicas (músculo-esqueléticas) importantes para a escolha do tratamento adequado. Na nossa experiência, pacientes com joanete comumente apresentam fraqueza do músculo tibial posterior, pé plano (chato) e hiperpronado.

Além do exame físico e da análise da caminhada e corrida, o raio-X pode auxiliar na identificação de outras anormalidades, como dedos em martelo ou em garra, subluxações e luxações do segundo dedo decorrente da gravidade do joanete. O raio-X também esclarece o quanto severo é o joanete.

A formação do joanete resulta na limitação do movimento da articulação do dedão. Se levarmos em consideração que a corrida acarreta em uma sobrecarga (250% do peso corporal) sobre os ossos da parte da frente do pé, enquanto que a caminhada resulta em apenas 80% do peso corporal, fica claro o quanto a limitação funcional do movimento do dedão pode comprometer a performance do atleta.

Tratamento conservador. O tratamento conservador deve ser a primeira alternativa, principalmente no caso de corredores, já que a cirurgia de correção do hálux valgo tem como principal conseqüência a rigidez ou diminuição do movimento da articulação metatarsofalangeana. Conseqüência essa que pode prejudicar o rendimento do corredor e principalmente alterar a pisada, formando um mecanismo compensador que pode levar a outros problemas ortopédicos.

O tratamento do hálux valgo deve focar não apenas a deformidade do dedão, mas também as alterações biomecânicas que, associadas, podem causar essa deformidade.

O tratamento inicial tem como objetivo diminuir a dor e a inflamação. Para atingir esses objetivos a fisioterapia pode fazer uso da aplicação do ultra-som, gelo e mobilização articular do hálux. A utilização de medicação antiinflamatória auxilia o tratamento fisioterápico e deve ser prescrita por um especialista (ortopedista). É de extrema importância que as atividades atléticas sejam modificadas para reduzir o stress causado no joanete. Deve-se evitar corrida em terrenos irregulares (principalmente com subidas), treinos de tiro e atividades que envolvam chutes (futebol e lutas marciais) ou posturas ajoelhadas. As atividades mais indicadas para essa fase são: ciclismo, natação, remo e deep running (corrida dentro da água com uso de flutuadores).

Com a redução da dor o fisioterapeuta deve focar na restauração da mecânica normal da marcha, o que envolve equilíbrio muscular e adequado alinhamento das articulações do membro inferior. Assim que o atleta referir melhora da dor, devem ser iniciados o relaxamento e alongamento dos músculos e tendões da perna e pé que se apresentam encurtados, para que se evite qualquer limitação do movimento nestas regiões.

Os principais músculos a serem alongados são: os músculos da panturrilha (gastrocnêmio e sóleo) e o músculo que dobra o dedão (flexor longo do hálux). O alongamento do músculo do dedão deve ser realizado e instruído pelo fisioterapeuta, que ao aplicar suave tração na articulação buscará primeiramente o alinhamento da articulação, já que deformidade deve ser corrigida manualmente antes da aplicação de força na direção que se deseja alongar. O fisioterapeuta deve ensinar e treinar o atleta para que este repita o alongamento três a quatro vezes ao dia.

Simultaneamente com os exercícios de alongamento deve ser iniciado um programa de fortalecimento para a musculatura intrínseca do pé e músculos da perna. Os músculos mais importantes a serem fortalecidos são: músculos abdutores e rotadores externos do quadril, tibial posterior (este músculo ajuda no suporte do arco do pé, controlando a pronação) e os músculos da sola do pé.

A progressão do número de repetição e resistência indicada para cada exercício depende da força inicial de cada músculo e da presença de dor um dia após os exercícios. Portanto, deve ser definida pelo fisioterapeuta que está guiando o seu tratamento.

O programa de fisioterapia dura em média duas a cinco semanas. Ao retornar à corrida o atleta deve manter os exercícios de alongamento e fortalecimento duas a três vezes por semana.

Cirurgia. Alguns corredores po­dem não obter sucesso com o tratamento conservador, principalmente nos casos em que a alteração da articulação é mais acentuada. Para estes casos a cirurgia pode ser uma boa opção, já que atualmente a correção do alinhamento do dedão é menos agressiva, permitindo uma recuperação mais rápida e com menos seqüelas.

Fonte: http://revistacontrarelogio.com.br/materia/como-enfrentar-e-conviver-com-o-joanete/

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Pé infantil x Joanete

Acho importante as mães leitoras do blog saberem dessas informações e prevenir joanete nos seus filhos (principalmente filhas):

O pé possui 26 ossos, 2 sesamóides, 114 ligamentos e 20 músculos. Todas essas partes estão interligadas através de tecidos conjuntivos, vasos sangüíneos, e nervos, sendo todo esse complexo revestido por camadas de pele. Quando sadios, os pés garantem a sustentação e o deslocamento de nosso corpo, suportando cargas enormes durante o caminhar, a corrida e o salto sem qualquer dor ou desconforto.

A estrutura do pé infantil é bastante frágil. Ao nascer, as deformidades dos pés estão relacionadas à posição intra-uterina forçada. Apenas algumas pequenas porções do esqueleto do pé e tornozelo estão ossificadas, sendo que sua maior parte é constituída por cartilagem. Até os oitos mêses de idade, os ossos são relativamente largos e de contornos arredondados. O bebê passa a maior parte do tempo deitado e nessa fase é aconselhável que esteja descalço em casa ou quando a temperatura ambiente o permita.

A ossificação vai ter lugar até os seis anos de idade, quando atinge forma semelhante ao adulto. A formação final tem lugar entre os 14 e 20 anos. As crianças até 2 anos devem ser estimuladas a andar descalças, para exercitar a musculatura de seus pés.Quando chegam à idade escolar, a maioria já sofre algum problema nessa parte do corpo, quase sempre estimulado pelo uso de calçados inadequados.

Os calçados - O estudo do pé infantil tem sido, uma preocupação para algumas marcas de calçado infantil, porque o uso de calçado inadequado pode provocar deformações permanentes. O calçado deve ajustar-se corretamente no comprimento e na largura, acomodando os dedos em posição natural, permitindo os movimentos do pé. Deve existir um pequeno espaço na frente, escolha o tamanho de modo que entre a ponta do calçado e as pontas dos dedos haja pelo menos l a 1,5 centímetros (uma polpa digital), para acompanhar o deslocamento do pé ao caminhar. É muito importante que os calçados tenham a forma dos pés e não que os pés se deformem para caberem nos calçados. Está demonstrado, sem sombra de dúvidas, que calçados apertados e pequenos causam deformidades nos pés.

A forma deve ter um bom encaixe do calcanhar para segurar o pé dentro do calçado, evitando fricções. Os ligamentos são bastante frouxos e elásticos, fazendo com que os pés tenham uma mobilidade e flexibilidade muito grande. A criança que já caminha, precisa de uma sola um pouco mais grossa, firme e um tanto flexível, para que ela possa sentir as irregularidades do chão. A sensação destes estímulos é importante para desencadear os reflexos nervosos que vão ativar a musculatura, melhorar o equilíbrio, a postura e o desempenho funcional dos pés.

Um dos problemas mais freqüentes é o chamado pé plano (pé-chato), que causa dificuldades no movimento da criança. A criança tem tendência a formar o pé plano ( é uma debilidade dos músculos e dos ligamentos que unem os ossos sobre os quais se apóia todo o corpo).

Nas crianças os arcos plantares surgem por volta dos dois anos, mas consideramos normal que surjam até os 3 anos de idade. A partir desta idade, dizemos que a criança tem pés planos da infância. Esperar que se estabeleça a tendência defeituosa para depois se corrigir, exigirá muito mais tempo; a prevenção é o caminho certo.

Saltos e saltinhos prejudicam o desenvolvimento dos pés e da coluna vertebral. Evite os bicos finos, principais causadores de joanete e unha encravada. Com sapatos de solado plano, o peso do corpo fica distribuído de maneira mais uniforme pela ondulada extensão do pé. Com o salto alto, a pressão vai toda para o hálux, nome científico para o popular dedão. O resultado pode vir em graus diversos. Cansaço e dor são os mais costumeiros e fáceis de enfrentar. Mas há até quem acabe sofrendo de deformidades ósseas, como joanete, ou de problemas na musculatura da coxa e na curvatura lombar. Sem falar nos riscos de queda, lesões dos ligamentos e luxações no tornozelo, provocados pelo equilíbrio precário do andar nas alturas. Mesmo os saltos femininos menores, podem causar transtornos. Bem, os sapatos podem ser os nossos aliados num tratamento podológico ou podem acabar com toda a nossa perícia e boa intenção em dar à pessoa o que existe de melhor em cuidados com os pés. Os sapatos foram feitos para agasalhar, acariciar os pés e jamais maltrata-los, os calçados inadequados podem causar ou agravar problemas já existentes.

As meias - Quanto às meias, aconselho que as mude diariamente. Meias de algodão podem ajudar a manter os pés secos porque absorvem a umidade. Meias de lã pesadas podem aumentar o suor. Se os pés suam muito, troque as meias duas vezes ao dia.A meia deve ser 2 cm aproximadamente mais comprida do que o pé. O ambiente quente e úmido dentro dos sapatos, facilita e promove o crescimento bacteriano e fúngico na pele e unhas dos pés. O odor resulta da multiplicação desses organismos. O tratamento eficaz depende da eliminação desses agentes infecciosos. Assim, as medidas de combate ao mau cheiro, como carvão ativado e desodorantes para os pés, não resolvem o problema, pois não atingem sua causa primária.

O uso de tênis - Após praticar esporte, por exemplo, a maceração da epiderme, com a decomposição de células epiteliais e de substâncias orgânicas do suor, além de provocar desagradável odor, vai causar irritação cutânea e propiciar infecções, especialmente: micoses, eczemas, pé-de-atleta e onicomicoses. A transpiração dos pés cria condições perfeitas para que os fungos se desenvolvam dentro do tênis, principalmente quando este acaba ficando úmido e fechado no armário após os exercícios diários ou finais de semanas, resultando mau cheiro ( chulé ) que, mesmo sendo inconveniente, geralmente não recebe muita atenção.

Um grande número de problemas nas unhas resulta do trauma e da compressão que se aplica sobre elas. Calçados muito curtos ou apertados, com uso exagerado em pés e dedos deformados causam, sem qualquer dúvida, lesões nas unhas. As unhas são lâminas de queratina que recobrem as falanges e originam-se da matriz ungueal. Muitos recém-nascidos têm unhas macias que se dobram e encurvam facilmente. Porém, elas não são verdadeiramente encravadas porque não entram na carne. As unhas do pé crescem lentamente e são, de modo geral, muito moles. Não é preciso que fiquem tão curtas, cortá-las uma ou duas vezes ao mês é suficiente. Seu crescimento é contínuo servindo como um elemento de proteção das pontas dos dedos.

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