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Outro relato de uma leitora e suas fotos

O Relato:
Durante muito tempo sofri com dor por causa do meu joanete, mas sempre adiei a idéia de fazer a cirurgia pq eu sempre li na Internet que a dor e o pós-operatório essa horríveis. Mas cheguei ao ponto que eu não conseguiria mais adiar pq andar se tornou uma tarefa muito difícil, então se normalmente eu já sentia dor, decidi enfrentar meus medos e me submeter a uma cirurgia para correção do meu problema.
Minha operação ocorreu em Janeiro de 2011 no Pronto Socorro das Fraturas em João Pessoa-PB e o cirurgião foi o Dr. Renato Queiroz. A cirurgia durou 1h30min, a anestesia foi raquiana com sedação. Eu tive que ficar de jejum por algumas horas, mas como a minha operação foi às 14:30, eu pude tomar um café da manhã leve sem problema. Cheguei ao Pronto Socorro pela manhã, quando se aproximou do horário da cirurgia, a enfermeira trouxe uma roupa esterilizada para q eu a vestisse e fosse levada de maca, para a sala de cirurgia. Chegando lá, fios foram colocados no meu corpo para monitorar os meus batimentos e o anestesista me deu a sedação. Depois disso, eu só me lembro de acordar, após a cirurgia, no quarto do hospital.
Ao acordar notei que foi feita uma imobilização com gaze e algodão no meu pé e minha perna, a imobilização estendia-se até o meu joelho. A enfermeira colocou 2 travesseiros para manter o meu pé alto. Fiquei tomando soro e vários medicamentos na veia por 2 dias. Por precaução e para evitar que eu pudesse sentir dor em casa, o médico preferiu me manter no hospital em observação por 2 dias.
Fiquei sem poder colocar o pé no chão por uma semana, e quando eu sentava, precisava manter minha perna erguida, durante esse período eu usei uma cadeira de rodas para manter minha perna esquerda sempre para cima. Eu usava dois banquinhos para tomar banho, eu sentava em um e apoiava minha perna no outro, pq mesmo protegendo o curativo com um saco, a água acabava escorrendo para dentro e molhando a gaze. Como os moveis da minha casa não possibilitavam que eu me locomovesse livremente com a cadeira de rodas, fiquei em meu quarto durante 7 dias.
Após essa primeira semana, fui ao médico novamente para trocar o tipo de imobilização, agora, apenas a parte frontal do pé seria imobilizada com gesso, deixando o meu calcanhar livre para que eu pudesse pisar no chão. Eu passei a usar uma sandália que tinha um solado grosso e era fechada por duas tiras com velcro. É importante para quem tem ou teve joanete, usar calçados cujos solados são duros, usar sapatos flexíveis pode agravar ainda mais o nosso problema. Confesso que logo que coloquei o pé no chão, isso gerou certo desconforto e incomodo no meu calcanhar pq eu havia ficado muitos dias sem colocar nenhuma pressão no pé. Mas com o passar do tempo, fui me adaptando a pisar de novo no chão e comecei a locomover-me apoiada em 2 muletas.
O método usado fazer a cirurgia foi o de Giannini, há vários sites na Internet que falam desse método, muitos têm imagens que mostram as fotos de uma cirurgia em detalhes. Para não assustar ninguém com as imagens, acho q o link abaixo é interessante, pq explica o método de Giannini, mas mostra apenas a imagem de um raio-X do pé antes e após a cirurgia. O único probleminha é q a explicação é toda em inglês.

http://www.orthosupersite.com/view.aspx?rid=18697

O procedimento basicamente é cortar o osso e depois colocá-lo no ângulo certo, um fio de metal é inserido no osso do pé, para que ele consolide no ângulo correto. Apesar de ser feia de ver, a haste metálica não causa dor alguma, eu nunca senti nenhum tipo de dor por causa da cirurgia que fiz. O corte no pé, foi pequeno, apenas 6 pontos.
Fiquei com a nova imobilização de gesso por 4 semanas, depois desse período o fio metálico e os pontos foram removidos do meu pé. Eu pensava que iria doer quando o médico fosse retirar o fio de metal, mas a remoção foi totalmente indolor. Depois disso, Dr. Renato prescreveu 10 sessões de fisioterapia. Eu fiz fisioterapia por 2 semanas seguidas, todos os dias. A fisioterapia visava devolver os movimentos aos meus dedos, já que perde-se parte da flexibilidade por causa da cirurgia. Fui ganhando flexibilidade aos poucos e após as 10 sessões, eu já havia melhorado muito. Hoje faz 3 meses, que eu fiz a cirurgia de joanete e durante muito tempo tive medo de me submeter a essa operação, mas tudo ocorreu de maneira tranqüila e eu estou muito feliz e sem dor agora.
A quem tem medo, o que eu poderia dizer é que vcs devem procurar um médico competente para fazer essa cirurgia, ter confiança no médico é fundamental para diminuir o medo. Graças a Deus, minha cirurgia foi um sucesso.
Espero ter ajudado a tirar algumas dúvidas de quem sofre com joanete e está pensando em fazer a operação. Coragem!
Seguem as fotos:



Antes

Pós cirúrgia

Retirada do fio

Com o gesso

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Relato de outra leitora, contribuindo com sua experiência!

Email que recebi da leitora:
Boa noite!
Já deixei um comentário no blog mas gostaria de deixar o relato completo da minha cirurgia. O teu blog ajudou-me imenso enquanto fazia a pesquisa para decidir se operava ou não os pés. Ler os relatos de pessoas que realmente passaram pela cirurgia e recuperação é melhor que todo e qualquer tratado de ortopedia e contribuiu em muito para que eu fosse para a clínica num total estado de tranquilidade, eu, que sou a ansiedade em pessoa!



Relato:
Tenho joanetes desde que me lembro de ser gente. Tenho fotos minhas com 3 anos em que já se notava uma "batatinha" nos pés. No meu caso é hereditário. Toda a família directa do meu pai tem joanetes, os meus primos direitos também têm e alguns primos em 2º grau também foram "agraciados" com estas "dádivas da natureza".
Como sempre tive um estilo mais alternativo e rockeiro, sempre usei calçado raso e largo (ténis, botas com biqueira de aço, chinelas) e por isso nunca senti os pés apertados ou doridos. Faço ski desde pequena e aí sim, quando calçava as botas os pés ressentiam-se, mas como era só uma semana por ano, a coisa era suportável.
No entanto, de há uns 5 anos para cá a coisa começou a piorar. Comecei a não suportar qualquer tipo de calçado fechado. Nem ténis, nem botas rasas e redondas, nada mesmo. Só andava bem no verão, com havaianas e sandálias abertas, que deixassem o pé à vontade. Mesmo que tivessem salto não me magoavam, desde que fossem abertas. Fui deixando andar, operar nem me passava pela cabeça, ouvi relatos pavorosos sobre a cirurgia e a recuperação e houve mesmo um cirurgião que não insistiu muito para que eu fizesse a cirurgia, embora me dissesse que era a minha única opção.
Como deixei andar, o pé deformou de tal maneira que o nervo ficou comprimido e fiz um neuroma de Morton. Essas dores eram quase insuportáveis, tinha que me descalçar onde quer que estivesse e o ski deixou de ser um prazer e passou a ser uma tortura.

Este ano, quando terminou o verão e eu tive que voltar a usar sapatos fechados decidi que não ia continuar a sofrer dessa maneira quando havia forma de resolver a questão. Assim, em Outubro marquei consulta num cirurgião ortopedista e fui ouvir o que já sabia: que o meu caso era para operar. Marquei exames para localizar o neuroma para que o médico pudesse tratá-lo e quando recebi os resultados fui marcar a cirurgia. Fiz uma osteotomia de Chevron e uma infiltração com prednisolona para reduzir o neuroma. Não levei parafusos, o médico estabilizou o corte com a própria cápsula da articulação.
No dia da cirurgia, dia 30 de Novembro de 2010, fui para clínica de manhã, em jejum desde o jantar do dia anterior. Estava bastante calma, o que achei estranho pois sou muito ansiosa por natureza. Fiz o internamento, tomei banho com um produto que a enfermeira me deu (devia ser um desinfectante) e vesti a bata. Fiz electrocardiograma, análises e puseram-me a soro. O médico veio ver-me perto das 14h, falámos um pouco, confirmámos qual o pé a ser operado e 2 horas depois levaram-me para o bloco operatório.
Tinha falado em fazer raquianestesia mas a médica anestesista não concordou e por isso fiz anestesia geral muito levezinha, com máscara laríngea (não fui entubada). Acordei 1 hora depois de ter "apagado", estava a entrar no quarto. A cirurgia demorou 45 minutos e correu tudo bem. O médico passou no quarto para ver como é que eu estava, mandou-me mexer os dedos (coisa que fiz sem dificuldade) e foi embora. Passadas 2 horas começaram as dores; durante meia hora arrependi-me de me ter metido naquela situação mas acho que ainda estava com o raciocínio toldado pela anestesia. Chamei a enfermeira, que me deu Nolotil, e até hoje, passados 3 meses, não voltei a tomar nada para as dores. Não dormi nada durante a noite mas também não voltei a ter dores. No dia seguinte o médico foi ver-me; mandou mexer novamente os dedos, fui fazer uma radiografia para confirmar se estava tudo bem e mandou-me para casa.
Lá saí da clínica pelo meu próprio pé, com a sandália de Barouk. Tomei antibiótico durante 7 dias e fiz injecções de heparina durante 6 dias (para prevenir tromboflebites). De resto não tomei mais nada, nem anti-inflamatórios nem analgésicos. Fiz muito gelo, pé sempre ao alto, só me levantava para ir à casa de banho e para comer. Tomava banho com um saco no pé, para não molhar a sandália nem as ligaduras. Mudei o penso ao 4º e ao 10º dias. Ao 14º dia fui tirar os pontos. Entretanto comecei a usar canadianas porque fiz uma distensão dos gémeos por andar sempre apoiada no calcanhar. Isso foi o pior da recuperação, as dores foram bem más a ponto de não conseguir dormir. Aconselho a usar sempre Barouk E canadianas.
Um mês depois voltei à consulta. Fiz nova radiografia; continuava tudo bem, apesar de o pé estar um pouco "preso" de movimentos. Tive "alta" do Barouk e comecei a pôr o pé no chão, com cuidado e sem exagerar muito. Fiquei de baixa mais 15 dias e, 2 meses depois da cirurgia, voltei a trabalhar. Ainda não consigo usar calçado sem ser Crocs, como são muito largas o pé está à vontade e consigo andar sem dores. Como aqui em Portugal é Inverno tenho que andar de sapatos fechados e isso é um pouco complicado, mas com este calçado consigo andar sem grandes problemas. Faz hoje um mês que voltei a trabalhar e a conduzir e, embora de vez em quando tenha algumas dores, não são nada comparadas com as dores que tenho no joanete do pé direito.

Estou ansiosa para operar o pé direito mas se calhar só o farei no final do ano ou no princípio do próximo. Embora para a recuperação seja melhor fazer a cirurgia no verão por causa do calçado fechado, acho que vou optar por fazer a outra cirurgia também no inverno. Psicologicamente foi muito complicado para mim ficar 1 mês e meio em casa e estava frio e neve e chuva, imagina no verão!! Fico maluquinha, de certeza! De qualquer maneira, foi uma experiência positiva, o meu pé ficou lindo e quero muito muito muito operar o outro. Não pela parte estética, que a mim nunca me incomodou, mas pelo alívio de não ter dores no pé e poder calçar botas e ténis sem sentir desconforto.

Espero que o meu testemunho possa ajudar os indecisos a decidirem-se.
Seguem as fotos:

Antes - Novembro 2010

Depois - Janeiro 2011

Depois - Fevereiro 2011

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Relato de mais uma leitora, contribuindo com sua experiência!

Depoimento

Olá! Eu fiz a cirurgia no tendão do 2° e 4° dedos, que como podem ver, ficavam em cima dos outros, e no osso do dedão que empurrava os demais. Decidi fazer nos 2 pés, apesar de todos dizerem o contrário. A cirurgia foi bem tranqüila, aplicaram uma injeção para dormir, portanto não me lembro de muita coisa, nem sei dizer se a anestesia dói. Na recuperação, não senti náuseas, dor de cabeça nem tive retenção de urina (sintomas que o anestesista informou que poderia vir a ter). No dia seguinte voltei para casa e os primeiros dias foram um tanto quanto difíceis. Sentia dores (mas eram suportáveis) e não conseguia por os calcanhares no chão, portanto dependia de alguém para tudo, não conseguia nem ir ao banheiro (nos primeiros dias usei a “cumadre” depois a cadeira de banho). Além disso, meu estômago estava péssimo por conta do antiinflamatório (apesar de tomar Omeprazol). Neste período fiquei preocupada pois achei que a recuperação iria ser mais difícil e demorada do que imaginei. Depois percebi que parte do meu mal estar era pq passava muito tempo na cama, então comecei a me esforçar para me locomover na cadeira de rodas e tentar me distrair mais. No 5° dia em casa já me sentia ótima, porém ainda não andava. Trocava o curativo 1 vez na semana. Comecei a andar no calcanhar após 20 dias da cirurgia, tive um pouco de dificuldade porque a minha perna estava fraca, mas com treino melhorou. Tirei os pontos depois de 15 dias da cirurgia e os fios de kirschner (que fixava o osso do dedão) depois de 30 dias. Após os 30 dias comecei a andar, sentia uns “choquinhos” e um pouco de dor, também inchava bastante. Hoje faz 41 dias e estou andando bem melhor, tanto que o médico não receitou fisioterapia. O importante é que valeu a pena!









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Continuação da experiência da leitora 2 - Layla

Olá,

A cirurgia foi há 20 dias e já faz quase 1 semana que tirei os pontos e comecei a voltar à ativa.

O médico pediu para andar a barouk, no começo doeu mas agora não sinto dor apesar de ser bastante desconfortavel pisar só com o calcanhar.
Comecei a fazer fisioterapia, achei que ia doer mas é bem gostoso o alongamento e a massagem.

Voltei a trabalhar no escritório e mesmo deixando o pé apoiado numa cadeira no fim do dia fica inchado, bem mais do que quando estava quieta em casa. A fisioterapeuta disse que o inchaço só desaparece quando a pessoa volta a pisar com o pé inteiro, ou seja, ainda tenho 25 dias de pé gordinho pela frente.

Estou passando hirodoid pra cor voltar ao normal (a pele está avermelhada onde ficou enfaixado) mas não parece que ajuda muito. Quando lembro coloco a compressa de gelo. Não tomo mais remédios desde a 2ª semana depois da cirurgia.

O corte ainda está um pouco feio e a sola do pé descama um pouco. Estou passando óleo de rosa mosqueta em volta do corte.

Uso a muleta só as vezes, confesso que essa vida de deficiente físico não é agradável. Mas estou bem feliz por ter feito a tão sonhada cirurgia. Coragem meninas!!!

Beijos,

Layla
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Continuação da experiência da leitora - Layla


Olá,

Hoje fui na 2ª consulta pós operatória, faz 14 dias que operei o pé esquerdo. Tirei os pontos, doeu um pouquinho e ficou ardendo um tempo depois.

Vejam na foto que o pé está bem bonito, apesar de ainda um pouco inchado e levemente roxo. Nos cortes ficou uma casquinha e já posso lavar o pé! O médico recomendou passar algum hidratante na cicatriz, vou usar óleo de rosa mosqueta.

O médico enfaixou de novo para deixar o dedão no lugar pois demora uns 30 dias pra calcificar. Depois do banho preciso enfaixar de novo ou usar um espaçador.

Vou começar as sessões de fisiterapia para ganhar mobilidade no dedão e voltar a pisar com sandália de barouk. É importante mexer os músculos para circulação voltar ao normal.

Posso retomar a vida aos poucos, colocando o pé pra baixo enquanto for confortável.

Não sinto dor, só as vezes dá umas fisgadas e a cicatriz coça. Posso dizer que estou muito satisfeita!!!

Abraços,

Layla
(mandapralayla@gmail.com)
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Continuação da experiência da leitora

7º dia (o amarelo é do iodo)


02/02/11

7º dia

Hoje fui ao médico trocar o curativo, achei que não teria coragem de olhar o meu pé mas olhei e achei lindo! O dedo está bem no lugar (não pode ficar totalmente retinho, todo mundo tem um joanetezinho fisiológico).

Eu esperava um pé roxo mas não estava nem um pouco! Os cortes são grandes, principalmente o do metatarso. Aí vai a foto, o pé está amarelo do iodo e virei um pouco pra mostrar os pontos.

Não preciso tomar nenhum remédio, já que não sinto dor. O médico recomendou compressas frias e pediu para eu tentar mexer os dedos, principalmente o dedão. Já posso dormir virada pro lado do joanete.

Na semana que vem volto pra tirar os pontos e o médico pedir as sessões de fisioterapia. Ele também vai liberar para andar com a sandália de barouk.

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Mais um relato de cirurgia de uma leitora

Tenho 36 anos e tenho joanete desde criança e sempre doeu (muito). Quando eu era pequena colocava o dedão no lugar usando meia, faixa, o que tivesse. Sempre que chegava em casa e tirava o sapato (baixo, largo), sentia uma forte dor e uma vontade de arrancar aquela coisa de lá.

ANTES
02/12/10: consulta com o médico
Como eu já sabia, meu caso é cirúrgico (pé esquerdo). O médico explica que é uma das cirurgias mais simples da ortopedia, 1h30min de operação e um dia de internação. A anestesia é a raqui com sedação.
Serão 45 dias sem pisar no chão sendo os primeiros 15 de repouso total. Salto alto só depois de 6 meses! (apesar que já não uso pois dói demais).

Agendei a cirurgia pro fim de janeiro, depois das férias do médico. Foi péssimo ter agendado com tanta antecedência, fiquei sofrendo, perdi o sono, imaginava a dor e ouvia histórias terríveis de pessoas próximas a mim (que tinham ouvido falar do pós operatório, ninguém conhecia de fato alguém que tivesse operado).

25/01/11: véspera da cirurgia
Sofri tanto que na véspera até estava calma. Li muito sobre o assunto na internet e o blog Os Pés me ajudou a ter a certeza que mesmo com um pós operatório difícil, VALIA A PENA operar o pé que dói.
Também perguntei pro meu marido se ele achava loucura o que eu ia fazer. Ele disse: “Você diz que quer fazer essa cirurgia há anos. Te incomoda tanto que você está disposta a passar por isso.” Acabei ficando mais confiante.
Tirei foto, olhei pro meu pé muitas vezes, mexi, me despedi dele. Queria registrar bem o “antes” na minha cabeça.

DURANTE

26/01/11: dia da cirurgia
Em jejum desde a noite anterior, tomei um bom banho, me arrumei e fui bem cedo pro hospital. Lá demorou umas 2 horas desde a internação até o anestesista aparecer. Ele explicou: a raqui é a melhor anestesia pois garante total relaxamento da região e tem um efeito mais prolongado que as demais anestesias (como a geral por exemplo). Isso ajuda muito nas primeiras 24hs, quando ocorre a pior dor do pós operatório. Ele disse que eu tomaria um calmantezinho no quarto e lá no centro cirúrgico seria sedada e receberia a raqui na coluna. Também falou que a famosa dor de cabeça da raqui ocorre em 0,2% dos casos atualmente e é mais comum em cesáreas. Eu nunca tinha tomado pois meus 2 partos foram normais, com peridural.

Pus a camisola ridícula de hospital. Pq ficar pelada se a cirurgia é no pé??? (deve ser por causa de contaminação, não sei).
Quando chegou a maca lá pelas 10hs, entrei em pânico. Chorei um pouco e pedi apoio pro meu marido, que falou o tradicional “vai dar tudo certo” e me abraçou. Era isso e o Dormonid que tomei no bumbum, que eu precisava.
No centro cirúrgico brinquei com o medico: “Ninguém marcou qual é o pé, não vai operar o pé direito errado, hein”. Ele respondeu: “Não se preocupe, o esquerdo é bem mais deformado”. Simpatia ou franqueza de médico, não sei.
Colocaram o acesso, tomei o sedativo na veia e não vi mais nada.

Acordei um tempo depois na sala de recuperação com uma enfermeira falando alguma coisa comigo. Eu estava sem a camisola, enrolada em lençol, com umas coisas grudadas no meu peito (aqueles monitores cardíacos e etc.). Não sentia nenhuma dor e a coisa mais estranha era não sentir a bunda.

Fiquei lá um tempo e fui pro quarto umas 16hs.

Tomei antibiótico, antiinflamatório e dipirona pra dor. Mas não estava com nenhuma dor, nada. Comi, fui ao banheiro.

A noite não consegui dormir nada. O pé Latejava e pedi um Tramal. Não adiantou e aí entendi que o pé inchou um pouco e a atadura ficou apertada. A enfermeira afrouxou a atadura e aliviou muito (foto). Mas a posição de barriga pra cima, o medo de mexer o pé e as entradas das enfermeiras pra dar remédio não me deixaram pregar o olho na primeira noite. Foi ruim, mas beeeeem menos dolorido do que imaginei que seria.

DEPOIS
27/01/11: 1º dia de pé novo
O médico só apareceu hoje. Olhou, trocou a atadura, me deu alta e instruções:

1. Pé sempre elevado acima do coração. Não elevar muito pois pode faltar sangue.
2. Pode e deve mexer o pé e dos dedos. Ajuda na circulação.
3. Só levantar para ir ao banheiro.
4. Usar sandália de barouk mas o melhor é muleta para não apoiar nem o calcanhar.
5. Não molhar nem abrir o curativo. Corre risco de infecção.
6. Não precisa mais tomar antibiótico. Só antiinflamatório e um remédio leve pra dor (Lisador) no horário prescrito, não precisará de mais que isso.
7. Voltar em 1 semana pra trocar o curativo.



Também explicou que cortou em três lugares: entre dedão e 2º dedo para cortar o tendão de puxa o dedão, no joanete em si e no osso metatarso para corrigir a angulação pois essa é a causa do problema. No metatarso ele colocou uma placa e parafusos para ajudar na posição e calcificação. Não sabia ao certo a quantidade de pontos, uns 10.

Achei interessante quando ele contou que quando acabou o procedimento eles aplicaram anestesia local no pé, para conter a dor quando eu acordasse. Ele disse que é mais fácil evitara a dor do que tratar a dor que já se instalou. Parece ter funcionado, já que eu não sentia nada alem do incomodo da atadura entre o dedão e o 2º dedo, que é o que faz o dedão ficar no lugar certo e não onde ele está acostumado.

Fui de cadeira de rodas até o carro e deitei no banco de traz. Em casa já estavam as muletas que usei para entrar e subi a escada de bunda. Tudo certo. Sem dor, só um pouco quando colocava o pé para baixo para ir ao banheiro e dava pra sentir o sangue descendo pro pé.

28/01/11: 2º dia
Comprei um banquinho de plástico para tomar banho de chuveiro dentro da banheira do meu banheiro.

Também já tinha comprado um plástico próprio pra proteger o pé/perna no banho, que vem com uma tira para fechar, bem prático. Achei numa loja de equipamentos médicos na Borges Lagoa.

Graças a deus tenho uma empregada maravilhosa que me traz comida na cama, estou passando bem!

Arrumei o criado mudo ao meu lado com tudo o que preciso: copo d’água, celular, controle da TV, revistas, remédios, pente, até alicate de cutícula, pinça e espelhinho! Também instalei um ar condicionado no meu quarto que me tornou ma pessoa privilegiada nesse verão terrível.

31/01/11: 5º dia
Tirei uma foto pra mostrar meu pé pra vocês. Está inchado mas não incomoda nem dói. Quando lembro coloco compressa gelada.

Hoje acordei com uma super enxaqueca, talvez pelos remédios que por isso não tomei hoje.
Tenho dormido bastante, leio muito, vejo TV e coisas interessantes no You Tube. Nada como o ócio criativo!
Vou relatando a evolução do meu novo pé aqui pra vocês. Por enquanto a minha experiência tem sido muito positiva e nada traumática. Estou feliz!


Antes

Antes
Depois da cirurgia
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Experiência da Natália

Olá pessoal, vou colocar aqui o relato de mais uma colega que está compartilhando conosco sua experiência. Obrigada Natália! Beijos

OPERATÓRIO E PÓS-OPERATÓRIO HALLUX VALGUS

Eu sou a Natália, tenho 19 anos, moro em Eldorado do Sul – Região Metropolitana de Porto Alegre. Realizei minha cirurgia no hospital Divina Providência, na zona sul desta capital. O médico traumato-ortopedista que operou meu pé direito (e, em seguida, irá operar o pé esquerdo), foi o Dr. Daniel Menegaz e sua equipe. Caso alguém queira o contato dele, pode pedir!

DIA DA CIRURGIA

No dia da cirurgia, estava muito nervosa e com muito medo, afinal todos sempre diziam que a dor seria muito intensa e a recuperação horrível.

Entrei na sala de cirurgia, a equipe super descontraída, muito tranquilo também. Tomei anestesia peridural (na coluna região lombar/toráxica). Contudo, a anestesia não pegou! Continuei a sentir e mexer as pernas e pés, apenas um leve adormecimento. Eis que o anestesista me explicou que não poderia me dar uma nova anestesia daquelas e, então, ele me daria um sedativo para que eu dormisse. E assim aconteceu.

PÓS-CIRURGIA –HOSPITAL

Acordei da cirurgia uma hora e meia depois, na sala de recuperação, onde permaneci durante a madrugada e a manhã do dia seguinte. Não senti nenhuma dor no hospital! Raramente sentia uma fisgadinha, um repuxo... Mas não pude chamar isso de “dor”. Quando obtive alta hospitalar já saí com a sandália de Barouk. Caminhei somente da cadeira de rodas até entrar no carro e sempre com o pé pra cima.

PÓS-CIRURGIA – EM CASA

Logo que cheguei em casa, já subi escadas. Meu quarto fica na parte de cima, então tive que subir pra lá. Muito devagar, com ajuda e apoio, subi sem sentir nada. Quando deitei na cama, com travesseiros pra deixar o pé pra cima, só me levantei dali pra ir ao banheiro, que ficava bem perto. O repouso foi total nos quatro dias seguintes. E as dores?! NADA! Acredito que o repouso tenha sido fundamental para ausência de dor. Tomei antibiótico por 7 dias e antiinflamatório por 12 dias após a operação.

CURATIVOS

Ao completar 7 dias da cirurgia, retornei ao hospital para realizar curativo. As faixas e gases foram retiradas, a área limpada e um novo curativo foi feito. Não havia inchaço, nem estava roxo. Estava lindo, perfeito!

Depois, retornei aos 14 dias da cirurgia para retirar os pontos. Confesso: ESSA FOI A PIOR PARTE. Doeu muito a retirada de pontos, sangrou e ficou dolorido por horas. Mas, com paracetamol a dor foi sumindo e logo passou. Depois, nada de dores de novo. Somente depois da retirada de pontos que eu comecei a dar “passos maiores”; desci escadas, caminhei um pouquinho mais, sempre com apoio e com a sandália de Barouk. Sem os pontos, continuei com curativos em todo o pé e sem poder molhar o pé.

Aos 20 dias da operação fiz novo curativo. Dessa vez já sendo liberada para caminhar um pouco mais. Aqui começou a inchar bastante o pé, e ao retirar os curativos, notei que estava bem roxo, o médico disse que era absolutamente normal. A partir daqui, pude molhar o pé no banho, deixar sem curativo – colocando gase e atadura somente ao caminhar – para proteger a cicatriz do atrito com a sandália de Barouk. O médico também disse que essa sandália, deve ser usada por 6 semanas após a operação!

Agora, continuo sem nada de dores, somente um pouco inchado e roxo. Estou passando uma pomada (cataflan gel) para cicatrização, diminuição do inchaço e prevenção de inflamações. Estou muito feliz com os resultados e acredito que o principal fator pra eu não sentir nenhuma dor no pós-operatório foi o repouso total e absoluto até agora.

Hoje, 24 de setembro de 2010, faz 21 dias da operação, daqui duas semanas farei o RX para ver os parafusos. Quando os tiver em mãos, mando pro blog, pra compartilhar também. Não vejo a hora de poder fazer o pé esquerdo!

Beijos.

Natália Mottini

(Natalia_mottini@yahoo.com.br; twitter.com/nataliamottini)


Seguem as fotos:


Curativo. Com 19 dias

Pé direito inchado com 21 dias

Pontos. 21 dias

Camparação: Pé direito com cirurgia e esquerdo sem cirurgia!

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